sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

"Só mandamos para lá o P.I.R. e o pessoal que chegou agora de Guantanamo"

"O telefone de José Sócrates tocou pouco depois das 23h00 da última sexta-feira. O filho mais novo, Eduardo Fava Pinto de Sousa, de 13 anos, ligava ao pai a contar que tinha acabado de ser assaltado. Quatro jovens, que iam de bicicleta, apanharam Eduardo e um amigo na rua Cipriano Dourado, junto ao Terminal do Campo Grande, Lisboa. Ameaçaram os menores com facas, e obrigaram-nos a entregar os telemóveis.
O primeiro-ministro contactou de imediato os seus guarda-costas – agentes do Corpo de Segurança Pessoal da PSP –, que tomaram conta do caso. Estes contactaram a 3ª Divisão da PSP de Lisboa, que está a investigar o assalto ao filho do primeiro-ministro.
O CM apurou que é o Corpo de Segurança Pessoal da PSP que está a tratar do expediente da investigação. O caso foi remetido para o Ministério Público, que deu instruções à 3ª Divisão para investigar.
A PSP garante, no entanto, que não está a ser dado nenhum tratamento de "favor" ao caso: "O assalto ao filho do sr. primeiro-ministro merece-nos tanta atenção como o filho de outro qualquer cidadão. Julgo que o próprio primeiro-ministro não gostaria que o assunto fosse tratado de outra forma", disse ao CM o comissário Paulo Flôr, das relações públicas da Direcção Nacional da PSP
".

(in Correio da Manhã de hoje)

Primeiro:

A P.S.P. a tratar deste caso como de qualquer outro é um boato que claramente não merece qualquer credibilidade e que já deveria ter sido desmentido.

Segundo:

Será agora que o homem vai admitir publicamente que existe um aumento da criminalidade violenta?

1 comentário:

adolfo diaz disse...

O seu raciocínio parece correcto, mas revela a ingenuidade dos iniciados na coisa política.
Meu jovem amigo (perdoe-me a familiaridade, o imperturbável José apenas clamará que este incidente menor mais não é do que a excepção que confirma a regra.
Portugal é seguro, não é a Grécia nem a Somália. Os nossos piratas exibem colarinhos imaculados, ninguém lhes toca, ninguém os pune.
Com o José ao leme, nem o povo berra nem a Casa Pia...