terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Atentado em Portugal

“-A Al-Qaeda reinvidicou hoje o atentado ocorrido em Fátima há dois dias atrás, quando indivíduos não identificados vandalizaram o santuário, deixando riscos arabescos um pouco por todo o lado.
Hoje temos connosco um dos autores do referido atentado, que se disponibilizou para, publicamente, divulgar os motivos do mesmo, uma vez que o comunicado entregue hoje na nossa redacção apenas dizia, e passo a citar, “Fomos nós. Assinado: Al-Qaeda”.
Senhor Al-Brian-Gado, muito boa noite. Pode confirmar aos nossos telespectadores que o atentado a Fátima foi efectivamente praticado pela Al-Qaeda?
- Sim.
- E qual o motivo de ter sido atacado o santuário de Fátima e da maneira como o foi?
- Bom… a modos que… tá vendo…
- Desculpe, mas o senhor parece ter um sotaque muito abrasileirado. É de nacionalidade brasileira?
- Não, não, é que a Al-Jazzera, único canal que nós vemos, está agora a passar a novela portuguesa “Gabriela Cravo e Canela” e é assim que todos nós andamos a aprender a falar português. Aliás o Osama até já consegue dizer “senhor Nacib” sem chamar nomes aos capitalistas americanos.
- Sim, mas voltando à minha pergunta inicial…
- Bom, nós bem queríamos fazer rebentar mais um avião, mas os aviões em Portugal estão sempre atrasados. Nós, em última instância, até compramos um bilhete de avião para os Açores, porque a Portugália podia ser melhor e mais cumpridora que a TAP, mas qual quê, ficamos seis dias seguidos à espera no aeroporto que o tempo melhorasse, mas isso nunca aconteceu. Cansámos de esperar e foi então que alguém disse: então e porque não fazemos o atentado em Portugal?
- Ah, então foi isso. E porquê os rabiscos? Porque não, digamos, uma bomba? Sempre seria mais digno de um atentado terrorista.
- Nós levamos a bomba, juro que levámos. O problema foi que, com estas estradas todas inundadas, entrou água no porta-bagagens do carro e ficou tudo húmido. O explosivo ficou inutilizado, e só demos conta disso quando o íamos colocar junto da capelinha das aparições. Olhamos todos uns para os outros e houve alguém que se lembrou que tínhamos os lápis do “Pictionary” no banco traseiro do carro. E foi isso.
- E pode dizer aos nossos senhores telespectadores qual será a próxima acção do seu grupo?
- Estamos a pensar seriamente em fazer uns bigodes na estátua do Marquês de Pombal e do leão, mas primeiro precisamos que o Osama nos diga se é trabalho para nós ou para um mártir mais novo, atento o grau de violência exigido para a prática do acto
.”

1 comentário:

Red Eagle disse...

O que me fartei de rir a ler esta reportagem... :)