quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quem é amiguinho, quem é?

Parece que o Governo terá adquirido três helicópteros para o INEM, contra todos os estudos e pareceres do próprio INEM, que preferia o aumento da rede de ambulâncias.
Quem é que irá ultrapassar a crise financeira com esta história?

Se X=1 e Y=73, então 1=73

Segundo o Correio da Manhã de hoje, "as pessoas da confiança pessoal de José Oliveira e Costa, ex-líder do BPN e da Sociedade Lusa de Valores (SLN), acumulavam cargos em inúmeras empresas do Grupo BPN/SLN. Em 2005, por exemplo, Isabel Ferreira tinha funções em 73 firmas e Cristina Branco era membro da assembleia geral de 53 sociedades.".

Encontra-se, assim, explicada a razão para o aumento da taxa de desemprego nos últimos tempos.

Ao despedir-se, por exemplo, Isabel Ferreira, que será só uma trabalhadora, desaparecem de imediato 73 postos de trabalho!

Acho que já faltou mais para o Governo afirmar que os números do desemprego são artificiais, baseando-se neste exemplo...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Correio Sentimental da Villa (2)

Minha cara, a única forma de conseguir solucionar o seu problema é encontrarmo-nos por aí.
Depois dou-lhe o meu e-mail e as chaves do meu pequeno T2, onde poderemos falar os dois tranquilamente. Ou talvez não.

Por uma questão de referência

O artigo de opinião é de Mário Crespo.
Publicado no JN de 09.02.2009.
Publico-o igualmente aqui por sabe bem, de vez em quando, demonstrar ao grande público, que os verdadeiros jornalistas ainda existem.

"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos."

O nosso Zezito faz falta



Eis o cartaz da polémica parlamentar por estes dias.
Apesar de não compartilhar dos ideais laranjinhas, sempre tenho de admitir que esta foi criativa.
Pena é ter sido logo associado ao caso Freeport (e-mails do "Pinóquio").
Uma boa ideia de propaganda política que se perdeu devido a factores externos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Correio sentimental da Villa



Se fosse o nosso Zé, diria que estava bêbado que nem um cacho e já nem sabia qual era a sílaba seguinte.
Tratando-se de um homem normal, só posso perguntar o seguinte: Como é que querem que um homem fale quando está a dormir?!

Dava jeito um cientista para seleccionador nacional...

O seleccionador nacional, Carlos Queiroz, recorreu esta segunda-feira a uma analogia com uma vaca para justificar a chamada de jogadores desconhecidos à selecção nacional de futebol, para o particular de quarta frente à Finlândia.
'Estivemos dez anos a beber do leite da vaca e se ninguém a alimentar, o leite seca e a vaca morre', afirmou Carlos Queiroz na concentração da selecção nacional de futebol.
Mais um que nunca ouviu falar em clonagem e em células estaminais...

Comunicado à Villa

Caros Villões,
Depois de uma reunião alargada aos dois componentes desta Villa, foi decidido, por unanimidade dos dois presentes, realizar uma investigação à investigação da investigação do denominado caso Freeport (também conhecido a nível governamental por "Freepór").
A investigação será levada a cabo por um dos dois membros da Villa, consoante se queira concluir pelo incendiar da opinião pública (caso em que serei eu o investigador) ou se queira concluir que os investigadores investigados estavam todos embriagados no momento em que tramitaram o processo (caso em que será o nosso Zé o investigador).
Ainda nos encontramos em fase de deliberação para a formação de uma comissão para determinar qual de nós procederá à referida investigação.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Até a Islândia, neste momento, tem vantagens...

As sondagens deste fim-de-semana confirmaram aquilo que já pensava dos portugueses: gostam de pessoas que os enganam.
À longa galeria de personagens locais por quem a população portuguesa tem particular adoração (Isaltino, Valentim, Felgueiras, etc.), juntou-se agora Sócrates.
Os portugueses não gostam de mulheres de cara séria, fechada e zangada (a Manela).
Os portugueses não gostam de operários (Jerónimo).
Os portugueses não gostam de pseudo-intelectuais (Louçã).
Os portugueses não gostam de pessoas artificiais (Portas).
O que os portugueses gostam mesmo é do chico-esperto.
E é por isso que Sócrates, muito provavelmente, vai ter nova maioria absoluta.
Zé por Zé, votem no nosso, que também pode se tornar num chico-esperto de forma bastante rápida!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Decidi lançar a minha candidatura a Primeiro-Ministro de Portugal

Depois de muito reflectir sobre o assunto, achei que poderia dar o meu contributo a este País.
Vejam lá se assim não será:
1.º Se eu fizer porcaria, há sempre a desculpa de ter tomado a medida bem bebido;
2.º Serei o único Primeiro-Ministro do mundo a quem os seguranças irão servir para... segurar (sobretudo quando estiver a tentar discursar);
3.º Como não digo coisa com coisa quando estou com os copos, penso ter o perfil ideal para me lançar na política. Ninguém percebe o que eu digo, é um facto, mas também quem é que percebe o que eles dizem?
4.º Sei beijar velhinhas e crianças (quando não fogem devido ao hálito) e sou encantador quando perco os sentidos devido à bezana;
5.º Faço promessas que não cumpro. Mas, no meu caso, apenas o faço devido ao facto, algo perturbador, é certo, de não me recordar de as ter feito. Já eles, recordam-se bem delas, mas não as cumprem à mesma;
6.º Não prometo criar mais empregos, mas prometo que eu garanto o meu e que, em último caso, distribuo vinho por todos, para que, ébrios, possamos enfrentar tudo e todos com um sorriso nos lábios;
7.º Tenho uma postura ideal para exercer altos cargos públicos. Aparento estar adormecido e, vai-se a ver, estou mesmo! Ao contrário deles, que fingem que não se apercebem das coisas e que não são os culpados do que se passa;
8.º Serei o único governante do planeta que mais vezes vai tentar proferir discursos com mais de duas frases sem o conseguir e que, igualmente, mais vezes irá à casa-de-banho durante os discursos dos outros;
9.º A minha beleza e charme naturais garantem-me a simpatia da grande maioria do eleitorado e é mais do que certo que os proprietários e exploradores de casas de bebida e os produtores de produtos vínicos irão votar em mim, pois irei contribuir para a expansão do negócio, não só em Portugal como além-fronteiras;
10.º O meu lema de campanha será Cuscopos é que é bom! Frase que encerra uma imensa sabedoria política e de vida e que, penso eu, me garantirá milhares de votos.
Como se vê, só falta é mesmo eu conseguir ir votar e, partindo do pressuposto que o consiga fazer, acertar com a cruzinha no quadrado que estiver à frente da minha fotografia, para que Portugal assuma um novo rumo.
Não te agaches, põe-te de pé, se estás Cuscopos, vota aqui no Zé!
Aceitam-se apoios à candidatura nos comentários...
Hic Hic Hurra

Podemos dormir descansados

Como a imagem documenta, José Sócrates e uma série de outros empenhados elementos da sua comitiva, dando mostras de uma invejável preparação física, já se encontra na peugada da crise, de maneira a apanhá-la e, de uma vez por todas, eliminá-la.
Numa moderna versão do político justiceiro, sempre preocupado com a vida do povo, a quem nenhum obstáculo se mostra insuperável e demonstrando um apego à pátria e ao bem-estar de todos que nos transporta aos tempos antigos, onde a honra e o romantismo andavam de mãos dadas e os cavaleiros salvavam sempre as donzelas em apuros.
Pelo que nos é dado a observar, em apuros estará é a própria crise que foge que nem a cruz do Diabo!
Hic Hic Hurra

Com o alto patrocínio do Governo

A villa não se orgulha nada de apresentar o grande evento social do ano que agora começa.
E que, infeliz e contrariamente ao prometido pelo Primeiro-Ministro na sua campanha eleitoral de há quatro anos, tem vindo a ter uma adesão extraordinária.
Hic Hic Hurra

Governo cria novo imposto para ajudar Portugal a sair da crise

Mas, paradoxalmente, dá origem a outra crise, colocando em causa a antiguidade do sagrado matrimónio.
Passamos a explicar: Teixeira dos Santos decidiu que deveria igualmente tributar aqueles que se encontravam casados há uma série valente de anos e comemoravam as chamadas bodas de prata, de ouro ou de diamante.
Assim, criando um regime específico de tributação para cada uma daquelas classes, que vai subindo em função da antiguidade do casamento, já transmitiu instruções a todos os serviços da Administração Fiscal para cobrarem, de acordo com as respectivas taxas, a todos os contribuintes que se encontrem nessas condições, o novíssimo Imposto sobre o Rendimento dos Realmente Amarrados (vulgarmente conhecido pela sigla IRRA).
E explicou à villa mais esta brilhante medida tomada pelo Governo de uma forma eficaz: "Sabe, é uma questão de justiça. Os tipos que vendem metais preciosos têm de pagar imposto ao Governo. Ora, todos sabem que a prata, o ouro e o diamante têm um enorme valor. Se eles chegam até eles, devem declará-lo e sofrer o ónus desse acontecimento. Não acha justo?"
O que vale é que eu não tive de lhe dizer o que eu achava, pois seria provável que ele ficasse com umas marcas, que não seriam da contrastaria ou da Imprensa Nacional Casa da Moeda.
Hic Hic Hurra

Numa altura em que se fala muito em segurança

Não haveria melhor exemplo para nos dar a conhecer a sua falta no trabalho, sobretudo para quem ainda o tem...
Vejam bem o exemplar poder de imaginação (agora não é de geminação) que assolou o cérebro deste valente trabalhador que, contra tudo e contra todos, mesmo quanto ao colega que, amuado, ficou sentado ao volante e não o quis ajudar, lhe dizia que não valia a pena trocar a lâmpada sem o carro com a escada automática.
Mas ele não, como é um homem às antigas, e português quanto baste, ele tinha de se desenrascar com o que tinha mais à mão.
Agora só nos resta rezar que, neste caso, não tenha queda para o assunto.
Não acham?
Hic Hic Hurra

Isto de ser barbeiro na Faixa de Gaza não é para todos

Que o diga o cidadão trabalhador da foto, que anda sempre em constantes remodelações no estabelecimento.
E diz, alto e a bom som, para quem o quiser ouvir, que veio do nada e que, volta não volta, para lá regressa.
O que vale é que as Câmaras Municipais lá da zona são rápidas com os processos de licenciamento.
Ou eram, pois isto de fazer protocolos com a Câmara Municipal de Lisboa pode dar cabo de todo o bom trabalho que tem vindo a ser realizado no combate à burocracia, pois todos sabemos que... geminação é coisa que não falta aos nossos autarcas, sobretudo se o assunto é complicar a vida ao munícipe.
Hic Hic Hurra

Como já estou pelos cabelos com o trabalho

Decidi ir recordar fotografias de férias que já não voltam.
Como estas, algures numa praia em terras lusitanas, em que a faceta desportiva que sempre existiu em mim se encontra perfeitamente ilustrada.
Reparem bem na minha destreza física ao conseguir praticar dois desportos em simultâneo, um em cada mão, ainda para mais numa altura em que, se calhar, seria bom estar na caminha, pois foi logo pela manhã.
Hic Hic Hurra

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Estou quase dois meses atrasados em posts, mas...


Vocês lembram-se do que escrevi sobre as figuras do presépio lá em casa, e que não pude postar devido aos problemas conhecidos? Pois para que não restem dúvidas, embora bastante atrasada, eis a imagem da participação da zebra, do pinguim e do macaco no presépio!


Back (again) in business

Reunião do Conselho de Ministros de 05.02.2009:
"- Zé, já reparaste que desde que demos ordem para dar cabo da net daquele sujeito, o Nero, nunca mais pararam de te acontecer azares?
- Tens razão, pá! Ó Mariano, liga aí para os rapazes da PT e diz-lhes para arranjar a net do raio do cromo que já não aguento mais esta onda de azar. Será que a crise económica irá acabar se o gajo voltar a ter internet?".
E foi assim que voltei a ter rede.
E nunca mais se falou ou se vai falar no caso Freeport em todo o mundo e a situação económica em Portugal vai melhorar.
Nada como uma boa praga para remediar as coisas.

Uma pequena chama

Aqui estou eu mais uma vez em experiências com a internet.
Mais valia deitar fogo de uma vez por todas ao computador e acabava-se logo a coisa!
Meu caro Zé, vou tentar ver se consigo arranjar definitivamente isto.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Picar o ponto

Cá continuo sem computador (nunca mais cometer o erro de entregá-lo em Beltrões Coelhos ou Beltrónicas) e sem Internet (raisparta o Meo!).
Apenas uns ligeiros comentários sobre o que tem sucedido ultimamente.

“Isto é uma campanha negra contra mim” - José Sócrates
Comentário: Desconhecia que o Barack Obama também andasse metido no caso Freeport.

“Vamos baixar os impostos” – Manuela Ferreira Leite
Comentário: Até agora, todos os anteriores a quem ouvi esta afirmação, ganharam as eleições e depois aumentaram impostos.

“Já não vamos perder qualquer jogo até ao final do campeonato” – Yebda e Ruben Amorim
Comentário: Estes dois devem estar a pensar que estão no Manchester United por causa da cor das camisolas.

E que história é essa da Luciana Abreu ganhar o Festival da Canção?
Ainda existe o Festival da Canção? E onde é que foi exibido?!
E ganha quem tiver o maior tamanho de seios ou existe algum outro critério válido?

sábado, 31 de janeiro de 2009

Freeportem-se bem!!!

É o que apetece dizer após as notícias que têm vindo a lume nos últimos dias!
Vivemos num país onde estas pequenas coisas já não assumem os contornos de outrora.
Em tempos remotos, a classe política em Portugal tinha decência.
Tal como tinham vergonha todos os que ficavam a dever alguma quantia a alguém.
Nos dias de hoje, infelizmente, muitos fazem férias à conta do dinheiro dos outros, a quem pagam (quando pagam) tarde e a más horas.
Outros, por seu turno, consideram perfeitamente normal desviar, para proveito próprio, quantias a que nunca teriam direito.
Já não falamos na escandaleira dos altos ordenados pagos a uns, muitos de mérito profissional duvidoso, enquanto outros acabam por ter de se contentar com o ordenado mínimo nacional ou algo de muito próximo.
Não queremos, igualmente, referir a falta de atenção, por parte do poder político, à evolução negativa da economia mundial, com evidentes reflexos nas vidas de milhares de pessoas.
Falta de atenção talvez seja uma expressão infeliz, pois não creio que ela não tenha sido observada e prevista.
O que se passou foi algo de diferente: a inércia total do poder político, que só se preocupa com o seu bem-estar, quando é o interesse público, o interesse de todos nós, que deve ser o objectivo único a prosseguir.
Ser-se político, em Portugal, nos dias que correm, é ser-se inerte.
Não basta saber falar. Não basta dizer que se preocupam. Por muito que o façam, a imagem pública da classe está profundamente afectada.
Ninguém acredita, realmente, que um político esteja a exercer funções a pensar no bem de todos.
No fundo, ninguém acredita na política, por culpa dos que a praticam.
Já a pena de Eça de Queirós, em 1867, no Distrito de Évora, fazia surgir mágicas palavras que faziam ver que "todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o Estadista. É assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, política de expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e influência de camarilha, será possível conservar a sua independência?".
Neste século XXI, cumpre questionar o que mudou desde então...
A resposta fica ao critério de cada um, mas não posso deixar de me espantar com mais esta trágica ou cómica (provavelmente ambas) situação que agora ocupa o tempo de José Sócrates.
Que se mostra indignado com a sua repercussão social, falando em aproveitamento político e disparando em todas as direcções a sua profunda indignação por se ver envolvido numa questão com contornos, no mínimo, muito estranhos.
Quando o que é estranho, digo eu, é não ter sido desde logo demonstrado que nada de mau existiu em todo o processo de licenciamento.
Mas estranha não é, ou não tem sido, a solidariedade demonstrada por muitos ao Senhor Primeiro-Ministro de Portugal.
Desde logo, o maior destaque vai para o Professor Diogo Freitas do Amaral, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo liderado por, pasme-se, José Sócrates, que agora vem a terreno defender com unhas e dentes aquele que o escolheu para ficar à frente de uma das pastas do Executivo, esclarecendo que não encontra, do ponto de vista do direito administrativo, qualquer irregularidade no processo que conduziu ao licenciamento do Freeport de Alcochete.
Esquece-se, contudo, aquele ilustre causídico que não é no plano do direito administrativo, mas sim no plano do direito criminal, que este caso poderá ter implicações.
Mais uma vez está em causa a integridade e a honestidade de pessoas que devem ser escolhidas pela forma exemplar como conduzem as suas vidas, precisamente para evitar que estas suspeitas de favorecimento, sempre através da entrega de vultuosas quantias em dinheiro, se acerquem das mentes de todos nós.
Custará assim tanto tratar todos os processos da mesma forma?
Ou vão atirar-nos areia para os olhos a todos convencendo-nos que a grande maioria dos processos de licenciamento de estabelecimentos decorrem dentro dos prazos e registam, como ficou tristemente consagrado em despacho judicial, tramitação invulgarmente célere como a do Freeport?
Perante os factos, Senhor Primeiro-Ministro de Portugal, cuja actuação no caso das dúvidas levantadas com a validade do seu diploma de curso nunca foi, a meu ver, totalmente esclarecedora (embora concorde que o mérito de uma pessoa não radica nos estudos que possui, mas sim na forma vertical como reconhece não os possuir e actua em conformidade com isso, sendo esse o grande valor de todos os que, infelizmente, não tiveram possibilidade de estudar mas gozam da grande experiência que apenas a vida lhes soube dar e andam na rua de cabeça erguida), muito me espantou que a primeira atitude que tomou, no presente caso, fosse mostrar um apego à cadeira do poder que não é normal, ou não seria normal, caso V. Exa. fosse um Estadista à antiga.
Tal como César fez com Pompeia, quando se levantaram suspeições pelo seu comportamento que levou à presença de um homem em celebrações a que só poderiam ter acesso elementos do sexo feminino, divorciando-se da mulher e proferindo o célebre dito, em resposta a questões que garantiam que ela havia sido honesta: "à mulher de César não basta sê-lo, tem de parecê-lo."
Infelizmente, este País não se restringe, sob o ponto de vista da política, ao triste exemplo agora referido e que se encontra na ordem do dia, mais um aguardando que os Tribunais façam o seu papel e consigam deslindar o que efectivamente sucedeu (se bem que, da maneira como as coisas andam, até a confiança do povo, fundamento da democracia, nos órgãos de soberania, anda pelas ruas das amargura).
Não!
Este cantinho à beira-mar plantado tem-se revelado um autêntico paraíso para a classe política, que se vê envolvida em apetitosos escândalos que se sucedem a uma velocidade vertiginosa, fazendo as delícias da comunicação social: será preciso recordar Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras, Isaltino Morais ou Avelino Ferreira Torres, entre tantos outros?
A política, em Portugal, está contaminada.
Era preciso reciclar todos os políticos.
Enviá-los de novo para a escola, para que partissem do zero e percebessem que não se administram dinheiros públicos, nem se gerem organismos públicos, da mesma forma e segundo os critérios que utilizamos na nossa vida privada.
Pois se nela seguirmos princípios duvidosos ou menos escrupulosos...
Estava tentado a sugerir que os fizessem voltar, a todos, aos bancos da escola.
Só o não faço por saber que as escolas de hoje não são as escolas de antigamente, e, com tanta confusão que tem existido entre o Ministério da Educação e os Professores, não seria de esperar que estes se dedicassem, de corpo e alma ou com um mínimo de boa vontade, a ensinar Ministros e demais políticos.
Por outro lado, assim estaria a inverter a ordem natural das coisas, pois os políticos é que nos deveriam dar lições a nós, mostrando o seu valor, a sua honestidade, a sua decência, a sua postura, a sua liberdade (que não admita pressões ou sugestões na hora da decisão) e o seu perfil de homens e mulheres de Estado.
O que os tornaria, sem dúvida alguma, valorosos servidores do interesse público e faria com que o respeito pelas instituições regressasse, tal como a confiança na actuação política em Portugal.
Contudo, e voltando ao saudoso Eça, não me parece que tal seja possível.
Porque, como aquele valoroso escritor escrevia nas suas Notas Contemporâneas, embora talvez não por estas exactas palavras, para se poder ensinar há uma pequena formalidade a cumprir - saber!
Hic Hic Hurra

A Casa Branca vai, finalmente, ficar mais composta

Toda a gente sabe que aquilo é um casarão, com divisórias que não mais acabam, muitas delas esquecidas e visitadas só de tempos a tempos.
Mas tudo isso vai acabar.
A villa teve acesso a uma fotografia que mostra o êxodo da família Obama para junto do actual Presidente dos Estados Unidos da América.
Só falta, na foto, o meio-irmão de Barrack, o George, que ficou retido em Nairobi devido à Maria Juana.
Mas assim que acabar de limpar o pó ao assunto, certamente que mete pés ao caminho para os alcançar.
Vai ser uma casa cheia, lá isso vai!
Hic Hic Hurra

Um puto pode ser um herói de palmo e meio

Mas, caramba, também tem o direito de se arrepender do acto heróico que praticou.
Aliás, se o arrependimento matasse...
Hic Hic Hurra

O nosso vizinho decidiu limpar o jardim

A esposa estava farta de o chatear e ele, depois de muito resmungar, lá se resolveu a dar um ar mais airoso ao local.
E aquele magnífico instrumento que está a utilizar foi uma das nossas primeiras vendas ao vivo e a cores, pois lá o conseguimos convencer que era o apetrecho ideal para tratar do assunto.
Para além de ser ecológico, é económico, prático e não faz mal à relva, que apenas fica assim a modos que com um penteado à punk, ou seja, toda eriçada.
Hic Hic Hurra

Lá para o Oriente quando um ancião decide levar a família a um evento

Toda a gente dá conta do facto.
Mesmo que ele o tente disfarçar, indicando que só trouxe cinco acompanhantes.
Ainda que jure pela sua honra, garantimos que ninguém acreditará.
Aliás, um bom desafio, que aqui lanço, é o de descobrirem quem é que, nesta fotografia, não pertence ao clã dos Mitsu Bichee.
Hic Hic Hurra

A villa esteve à conversa com uns informáticos

E descobriu a forma como os gémeos são feitos.
Depois, é só esperar que nos nove meses seguintes não existam spywares ou vírus capazes de atacar a barriga da motherboard, findos os quais estão prontos para o download!
Estes informáticos são tramados, conseguem mesmo explicar tudo!
Hic Hic Hurra

sábado, 24 de janeiro de 2009

Manuela Ferreira Leite já admite o TGV

Para não andarem sempre a dizer que é uma desmancha-prazeres, a líder do Partido Social Democrata, que inicialmente era totalmente contra os gastos exagerados em projectos como o do TGV, contrariando frontalmente as intenções do Governo liderado por José Sócrates e que levou, até, Mário Lino a vir afirmar que JAMÉ deixará de existir investimento público, veio agora afirmar que admite a execução daquele projecto.
Contudo, o mesmo terá de ser executado de acordo com a actual dimensão do país e, mais importante, com custos extremamente controlados, com reflexos evidentes no próprio comboio de alta velocidade.
A villa sabe que Marques Mendes e António Vitorino, este último ao arrepio das instruções partidárias, são dois dos entusiastas da visão de Manuela Ferreira Leite, tendo o segundo conseguido subornar, com a entrega de um Magalhães na hora, um aluno do 1.º Ciclo de uma escola de Vilarinho das Furnas, que, em troca, lhe ofereceu um bilhete para a viagem inaugural, a ocorrer entre Lisboa e Madrid, que se completará em tempo recorde, a menos que as pilhas se gastem a meio do trajecto.
Hic Hic Hurra

Extra, extra: Alberto João Jardim é o novo reforço de Inverno do Chelsea

A villa está em condições de informar, em primeira-mão, que o actual Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, celebrou um milionário contrato com o Chelsea de Abramovich e irá reforçar o sector atacante do clube treinado por Scolari, fazendo dupla com Drogba.
Depois de termos conseguido chegar à fala com AJJ69 (nova sigla registada apenas para o futebol), este fez-nos saber que estava "muite contente com esta nove etape na minhe vide! Pois é verdade que eu na posse deixar que aquele miúde, apesar de madêrense, aquele Cristiane, ande para aí a ser o melhor do munde e eu fique a chuchar no dede! Ê tenhe treinado todo o sante dia nas areias de Porte Sante e estou numa forme físique invejável! Depois, além de ser madêrense, tenhe um feitio muite parecide com o do mister Scolari e estão reunidas todas as condições para uma grande época! Nã prometo goles, apenas muite trabalhe! Embora todos saibam que eu nã goste de perder, nem a fêjões! E, como os jogos são ao fim-de-semana ou à noitinha durante a semana, enquante nã ganhar cacau p'ra comprar um jacte só p'ra mim, aprovêto os voos charter da TAP e, como nã conte calar-me, vou continuar a mandar os mês bitaites e os cubanos lá do contenente nem dão p'la minha falta!"
Resta saber como é que ele irá comemorar os golos...
A fazer manguitos para as bancadas?
Hic Hic Hurra

Manoel de Oliveira vai fazer filme sobre obra de Saramago

O sempre jovem e enérgico cineasta Manoel de Oliveira, que este ano completou 100 juvenis primaveras, não consegue estar parado mais tempo que um grande plano num dos seus filmes e, depois de ter lido o último livro de José Saramago, intitulado A viagem do elefante, resolveu arregaçar as mangas, pegar na câmara ainda a manivela e partir à aventura que é a de transportar para a película as palavras contidas nas páginas de papel.
A villa deslocou-se ao local onde irão decorrer as primeiras filmagens para entrevistar aquele realizador português, tendo deparado com um excitadíssimo Manoel de Oliveira, que faz questão de, por seu próprio pé, inspeccionar todos os pormenores que envolvem a feitura do filme, o que o leva a percorrer, por exemplo, a distância entre a cadeira do realizador e o local onde está situado o cenário, 200 metros adiante, no inacreditável tempo de 7 horas e 28 minutos (novo recorde pessoal), demorando apenas 13 horas e 18 minutos para transmitir instruções precisas aos actores e restante pessoal ali presente e regressando, imaginem só, à cadeira de onde partiu numas miseráveis 8 horas e 46 minutos, por se haver detido para se aliviar junto a uma árvore existente naquele lugar.
Quando entrevistado pela villa, fez saber que está muito orgulhoso de ter tido esta ideia, uma vez que, como ele próprio fez questão de referir, "todos sabem que eu tenho esta necessidade de nunca deixar nada por fazer! Filme que eu comece tem de ser filme que eu acabe! Ora, isto vai permitir que eu viva, pelo menos, mais 100 anos, ao ritmo a que eu rodo! E já fiz saber ao Zé, lá em Lanzarote, que conto com ele e com a Pilar para a estreia do filme, aprazada para o Cinema São Jorge, no dia 25 de Abril de 2109. Aliás, faço questão de lhe entregar a si, que me veio entrevistar, este convite para si e um acompanhante, para a ante-estreia a realizar no dia 22 de Abril, num qualquer cinema Lusomundo que ainda esteja a funcionar!".
Pois é pessoal, quando dois monstros sagrados se juntam, a idade para nada interessa!
Hic Hic Hurra
PS - Assinado: ANA!

Piruças, o destemido

Eis como ficou alcunhado o cão de um vizinho meu, tratador de animais no Jardim Zoológico de Lisboa.
Um dia teve de o levar com ele para o trabalho, pois não conseguiu arranjar ninguém para ficar com o animalzinho.
E tudo correu bem a princípio.
O pior foi quando o Piruças encontrou a porta de uma jaula aberta e se lembrou que estava com o cio!
O sexo fácil faz-nos perder a cabeça, bem o sei, mas no caso do Piruças poderia fazer-lhe perder algo mais.
Para além da virgindade, é claro...
Hic Hic Hurra